Tiago Gaúcho e as lembranças do histórico Gama 5x3 Formosa, em 2011

22/02/2019

Após dois jogos no longínquo Candangão de 2000, onde o alviverde candango levou a vitória sobre o Formosa sem grandes dificuldades, os rivais goianos voltaram à primeira divisão local em 2011 e foi aí que nasceu a rivalidade entre Gama e Formosa que, ao longo dos anos, teve duelos cada vez mais calorosos.

E foi um duelo contra o Formosa, pelo quadrangular semifinal do Candangão de 2011, que serviu como marco para um dos principais símbolos do atual elenco alviverde: Tiago Gaúcho. O volante foi um dos comandantes do elenco que superou vários obstáculos internos e externos para chegar na final.

 

“Aquele jogo marcou minha vida”

Em 2011, o campeonato era dividido em três fases, na primeira, passavam quatro clubes que disputavam entre si partidas de ida e volta em busca de duas vagas na final. Na altura da quinta rodada do quadrangular semifinal, o alviverde vivia um momento tenso: “Estávamos pressionados, com salários atrasados e a diretoria que estava naquela época não nos dava nenhum respaldo. Era um clima totalmente desfavorável”, relembra Tiago Gaúcho.

Na terceira colocação, um resultado que não fosse a vitória contra o Formosa – líder invicto – deixaria o Gama desclassificado antes mesmo da última rodada. “Fizemos o gol e logo tomamos a virada”, relembra Tiago Gaúcho.

Apesar das dificuldades o Gama conseguiu voltar a dianteira do placar naquela partida e vencer como ainda não tinha feito naquele campeonato, com uma goleada convincente, para calar de vez os críticos. Para Tiago Gaúcho, o grande incentivo veio das arquibancadas: “O torcedor que lotou o Bezerrão, que acreditava naquele time mesmo com todos já colocando o Gama como o saco de pancadas, foi o que nos motivou a virar aquele jogo, golear e depois conseguir a classificação que todos davam como impossível”, completa o jogador.

Aliás, como o mesmo Tiago Gaúcho diz, ele tem “um sentimento recíproco”, ao citar o carinho que recebe dos torcedores desde aquele campeonato. Isso tudo se deve por sua liderança, quando o jogador se tornou, fora de campo, porta-voz do elenco e, dentro de campo, o símbolo da determinação mostrando uma garra singular. “A torcida nos fez chegar naquela final, se não fosse eles, não teríamos encontrado forças para conseguir”, relata.

 

Momento eternizado

Tiago Gaúcho marcou o quarto gol daquela goleada por 5 a 3. O volante, mostrando bom posicionamento, empurrou a bola para as redes após cruzamento. Tudo bem que não foi nenhuma obra prima, porém, o que marcou foi a sua comemoração. Se soltando, aos gritos, pulos e gestos como se pusesse para fora uma carga pesada, foi fotografado e eternizou esse momento: “Tenho aquela foto em um quadro grande na minha casa”, diz o jogador. “Apesar de nunca ter conhecido o fotógrafo responsável por ela, sou grato, marcou muito para mim”, completa Gaúcho.

Para o jogador, em sua quarta passagem no Gama, aquele foi o grande começo para a grande identificação que ele sente pelo clube: “Aquele jogo marcou minha vida, minha carreira e foi determinante para o meu futuro”, relembra empolgado. “Vai passar vários anos, mas sempre vou recordar daquele dia, entrou para a história do Gama e da minha carreira”, completa.

 

Presente e futuro

Ao fazer um paralelo do Gama de 2011 com o de 2019, ele faz questão de enfatizar: “Hoje a diretoria está presente, tudo está em dia, estamos juntos lutando todos os dias”. Apesar de serem épocas e situações diferentes, o jogador também exaltou no elenco atual um dos principais pontos que carregou o Gama de 2011 para o sucesso: a união. “Atualmente, vivemos um bom momento e estamos bastante unidos, é um grupo muito bom, gente competente e boa de se trabalhar unidas no objetivo de dar calendário ao Gama”, diz o jogador.

Para Gaúcho, o atual elenco tem um grande potencial: “Acredito que podemos conseguir grandes resultados para o Gama. Temos um objetivo e estamos centrados nele: dar calendário ao Gama e, é claro, conquistar o título”.

Tiago Gaúcho esteve em campo em metade dos 16 confrontos entre Gama e Formosa até hoje e praticamente viu a rivalidade com os goianos nascer. “Desde que eu cheguei no Gama, o Formosa sempre foi um adversário difícil, os jogos lá sempre foram duros”, ressalta o jogador. “Apesar das dificuldades de se jogar em Formosa, por conta do calor e da torcida deles, que também gosta muito do time, eu tenho certeza que vamos fazer um bom jogo, lutar pela vitória e se não vier na técnica, vamos na garra”, completa o jogador.

 

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Por Gabriel Caetano/Fértil Comunicação