Gilsinho: “O desafio de dar calendário ao Gama me motiva cada dia mais”

19/02/2019

Em 2019, uma das gratas surpresas para o torcedor alviverde foi o meia Gilsinho. Aos 37 anos, o experiente jogador se tornou o homem de confiança do técnico Vilson Tadei e, junto à Tarta, tem sido o garçom do ataque alviverde – o melhor da competição.

 

Chegada ao Gama

O jogador, antes de chegar ao Gama, teve como última passagem o Confiança/SE – que disputa à Série C do Brasileiro. Um dos mais experientes do elenco, com passagens por clubes como Remo e ASA/AL, para ser uma das peças de criação do meio alviverde.

Gilsinho é enfático ao dizer o porquê de escolher o Gama: “É um clube tradicional, no Brasil inteiro as pessoas conhecem o Gama”. O meia ainda citou que recebeu propostas de outros dois clubes, mas logo chegou a um acordo com o alviverde: “Não pensei duas vezes (em assinar com o Gama). O projeto que foi apresentado pela diretoria e comissão técnica para 2019 é muito bom”, completou.

 

Camisa 10 do Gama

Vestida por grandes maestros, como Lindomar e Rodriguinho, a camisa 10 do Gama sempre teve um peso especial a quem vestiu e, hoje, o meia Gilsinho é quem carrega essa responsabilidade: “O camisa 10 de um clube grande como o Gama sempre vai ser pressionado”. E ainda completa: “Eu tenho consciência da minha responsabilidade e não vou fugir dela”, disse.

O jogador herdou a camisa 10 após a lesão de Norton, ainda na primeira rodada, contra o Bolamense e lamenta a perda importante: “Ele faz muita falta para o time”.

Sobre seu desempenho, Gilsinho tem um autoquestionamento bem rígido: “Sei que posso dar mais e vou dar. Estou sempre disposto a melhorar”. Aliás, o maior trunfo que o meia mostra é a fuga do comodismo: “Cada jogo é um jogo e sempre busco evoluir”. É nessa evolução que o jogador acredita para ganhar a confiança do torcedor e promete: “Estarei sempre disposto e motivado para ajudar o Gama”.

 

Golaço contra o Paracatu

Determinante para uma das vitórias mais ‘cascudas’ do Gama até agora, o meia fala com empolgação sobre o jogo contra o Paracatu, em Minas Gerais. Na jogada do gol, com um centésimo de segundo para pensar, Gilsinho conseguiu acertar um chute onde a bola fez uma curva impressionante e morreu no fundo das redes, garantindo a vitória alviverde: “Graças a Deus consegui pegar bem na bola e surpreender o goleiro”.

Com um bom aproveitamento em chutes de longa distância, o jogador revelou que não foi um gol por acaso, apesar da rapidez do lance e a forma como a bola pegou curva: “É fruto de muito treinamento”, disse.

 

Futuro no campeonato

A união é o grande motivador do elenco gamense de 2019. Gilsinho, como um dos mais experientes, exalta a preparação e a união do grupo: "Estamos mantendo o foco, respeitando todos os adversários e sempre com muita vontade. Se mantermos essa disposição em todos os jogos, vamos colocar o Gama onde merece, que é com calendário no ano que vem e com a taça de campeão”, disse.

Gilsinho exaltou o poder da nação gamense nos jogos: “A torcida tem tido um grande papel nesse momento ótimo que estamos vivendo”. O Gama tem a melhor média de público do Candangão nos últimos anos e o meia, impressionado, exalta: “A torcida do Gama é muito fanática. Vive o clube”.

Por fim, o jogador fez um pedido para a torcida: “Peço que eles sejam nosso 12º jogador sempre, vibrando e apoiando os 90 minutos”. Declarando toda sua motivação com a torcida nos jogos até agora, ele também garantiu: “Da minha parte, não vai faltar determinação e luta. Estou feliz no Gama e quero ser campeão”.

 

Confira, na íntegra, a entrevista do meia Gilsinho:

 

Você chegou e se tornou um dos homens de confiança do técnico Vilson Tadei. Por que você aceitou o desafio de vestir a camisa do Gama?

Em primeiro lugar, pela grandeza do Gama. É um clube tradicional, no Brasil inteiro as pessoas conhecem o Gama e quando recebi a proposta do clube não pensei duas vezes, mesmo tendo outras duas propostas. O projeto que foi apresentado pela diretoria e comissão técnica para 2019 é muito bom e o desafio de dar calendário a esse clube me motiva a cada dia.

 

Depois da saída do Norton, você se tornou o camisa 10, jogando mais à frente. Qual a percepção do seu desempenho pessoal nessa posição e o que a torcida pode esperar de você para os próximos jogos?

Infelizmente perdemos o Norton e ele faz muita falta para o time. Fui passado para a posição e estou evoluindo a cada partida. Eu sei que posso dar mais e prometo à torcida que farei isso. Não irá faltar luta e dedicação da minha parte, sei da minha responsabilidade vestindo uma camisa como é a do Gama e quero conquistar o nosso grande objetivo, que é o título.

 

Na função de camisa 10 do Gama, você tem de lidar com uma pressão constante. Como você tem lidado com essa pressão?

O camisa 10 de um clube grande como o Gama sempre vai ser pressionado. Eu tenho consciência da minha responsabilidade e não vou fugir dela. Busco sempre manter a tranquilidade para dar meu melhor e fazer a diferença, sei do meu potencial. Cada jogo é um jogo e sempre busco evoluir, sei que vou ganhar a confiança da torcida porque estarei sempre disposto e motivado para ajudar o Gama.

 

O seu grande momento até agora foi aquele golaço contra o Paracatu, que garantiu a vitória do Gama. Você teve um centésimo de segundo para dar aquele chute. Como foi aquele lance? Você treina aquele chute curvado nos treinos?

Na hora do lance, foi tudo muito rápido. Eu estava de frente para o gol, pressionado e tive que pensar rápido. Graças a Deus consegui pegar bem na bola e surpreender o goleiro. Eu sempre fiz muitos gols de fora da área, é fruto de muito treinamento.

 

O campeonato caminha para o final da primeira fase e os adversários vão ficando mais difíceis. Qual sua expectativa para o desempenho do Gama nos próximos jogos?

Estou muito confiante. Todos estamos cientes da dificuldade do campeonato, mas estamos mantendo o foco, respeitando todos os adversários e sempre com muita vontade. Se mantermos essa disposição em todos os jogos e não deixar coisas externas atrapalharem nosso trabalho, vamos colocar o Gama onde merece, que é com calendário no ano que vem e com a taça de campeão.

 

Por fim, qual o recado você tem para deixar a torcida?

A torcida do Gama é uma torcida fanática. Vive o clube. Isso me motiva, assim como motiva todo o grupo. A torcida tem tido um grande papel nesse momento ótimo que estamos vivendo, peço que eles sejam nosso 12º jogador sempre, vibrando e apoiando os 90 minutos. Jogar no Bezerrão, com nossa torcida apoiando o tempo todo, é mais difícil para qualquer adversário. E, da minha parte, garanto a eles: não vai faltar luta e determinação. Estou feliz no Gama e quero ser campeão.

 

Por Gabriel Caetano/Fértil Comunicação